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TECNOLOGIA E ESPIRITISMO

Celular sempre no silencioso. Notificações? Ansiedade pura. Reclamava todo dia.

Eu desligava som, vibracall, tudo. “Tecnologia é doença moderna”, pensava.

Até a madrugada que ela salvou minha mãe.

Ela mora sozinha, 78 anos. Às 3h, dor forte no peito. Infarto silencioso começando. Em pânico, lembrou do botão de chamada rápida que configurei no celular dela meses antes — quase por obrigação de filho.

Apertou. O toque alto cortou meu sono profundo.

Cheguei em 15 minutos. Encontrei ela pálida, ofegante, mão no peito. Levei correndo pro hospital. Infarto agudo do miocárdio em evolução. Mais 30 minutos e não chegava viva.

Recebeu angioplastia. Alta em uma semana. Hoje toma remédio e faz pilates.

No Evangelho no Lar daquela semana, o médium da casa parou, olhou pra mim:

— Os Espíritos usam o que a gente tem na mão. Hoje, celular é tão instrumento de proteção quanto prece antiga. O importante é a sintonia. Seu avô cutucou ela pra apertar o botão.

Avô? O que cuidava dela como leoa, falecido há 20 anos.

Entendi.

Ninguém reencarnou no século XXI por acaso. O smartphone não é só like e stories. Pode ser ferramenta de anjo da guarda — se soubermos onde colocar a discagem rápida.

Hoje meu celular tem som ligado.
Não pra TikTok.
Pra emergência de quem ama.

Às vezes, quem toca o alarme não é tecnologia.

É quem nunca desligou de verdade.