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Espiritismo

ANJOS CAÍDOS SEGUNDO O ESPIRITISMO

Se um anjo cai, ele nunca foi anjo.
No Espiritismo, não existem seres perfeitos que retrocedem.
A ideia de “anjos caídos” tem origem simbólica, não espiritual.

A expressão “anjos caídos” surge nas tradições judaico cristãs e ganha força principalmente durante a Idade Média, a partir de interpretações simbólicas e literais de textos bíblicos. Com o tempo, essa imagem foi consolidada na cultura popular como a crença de que um ser já perfeito teria se rebelado e perdido sua condição espiritual.

No Espiritismo, essa compreensão não encontra fundamento. A visão espírita não trabalha com seres criados prontos, perfeitos e imutáveis. O que existe são espíritos em processo contínuo de evolução, atravessando diferentes graus de amadurecimento moral e intelectual ao longo de inúmeras existências.

Quando o termo “anjo” é utilizado, ele se refere simbolicamente a espíritos que já alcançaram elevado nível de progresso. Essa condição não é um título concedido nem um posto que possa ser perdido. Trata-se do resultado de um longo caminho de aprendizado, escolhas conscientes e crescimento interior, incorporado à própria estrutura do espírito.

Por essa razão, não há sentido na ideia de queda espiritual. As conquistas morais e intelectuais não se desfazem. Espíritos elevados podem assumir tarefas difíceis ou atuar em ambientes densos, mas isso não representa regressão nem perda de evolução.

A figura de Lúcifer como um “anjo caído” deve ser compreendida como uma construção simbólica ou teológica. No entendimento espírita, espíritos ainda ligados ao mal não são anjos que caíram, mas consciências em estágios anteriores da jornada evolutiva, aprendendo, errando, reparando e avançando.

A lei que rege a vida espiritual é a do progresso. Tudo o que o espírito aprende e integra como valor real permanece com ele. A evolução segue adiante, sempre. 

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