Durante uma viagem aos Estados Unidos, Chico Xavier e alguns companheiros tiveram a oportunidade de participar de uma reunião espiritual em Washington. O local era o chamado Templo Espiritualista dos Dois Mundos.
Chegaram discretamente. Nada de anúncios, nada de lugares reservados. Sentaram-se nos últimos bancos, como visitantes anônimos. Ouviram atentamente as leituras do Evangelho, os comentários doutrinários e a condução serena dos trabalhos.
Para eles, era apenas mais uma noite de oração e aprendizado.
Mas, ao final da exposição, algo inesperado aconteceu.
A médium responsável pelas comunicações levantou-se e, antes mesmo de iniciar a leitura das mensagens, declarou em voz clara:
Havia ali irmãos vindos de outro país. Eles traziam uma tarefa espiritual ligada à renovação e à aproximação fraterna entre povos. O trabalho que começavam exigiria esforço e sacrifício, mas contaria com o amparo de Jesus e de benfeitores espirituais.
Chico e o médico Waldo Vieira, que o acompanhava, trocaram um olhar silencioso. Não haviam dito nada a ninguém sobre seus propósitos.
As mensagens foram lidas normalmente. O ambiente estava harmonioso. Mas, ao final, a médium entrou em transe novamente e anunciou a presença de dois espíritos que assistiam à reunião: um professor e um médico dedicados ao trabalho espiritual.
Para Chico e Waldo, não houve surpresa. Desde o início da reunião, ambos já percebiam a aproximação de seus mentores — Emmanuel e André Luiz.
Terminada a reunião, foram recebidos com carinho pela médium e pelos dirigentes da casa, entre eles o ministro Gordon Burroughs. Abraços, palavras fraternas e uma sensação clara de que algo maior estava em movimento.
Para Chico, aquele momento tinha um significado especial. Era como se seus orientadores espirituais estivessem ampliando horizontes, estendendo pontes invisíveis além das fronteiras.
Naquela noite, mais do que uma simples visita, consolidava-se um encontro de propósitos.
E, simbolicamente, foi a primeira vez que Emmanuel e André Luiz “pisaram” em solo norte-americano — não com passos físicos, mas com a presença serena de quem trabalha pela união entre corações, onde quer que estejam.
