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Espiritismo

AUTOPERDÃO SEGUNDO O ESPIRITISMO

No Espiritismo, o autoperdão é a aceitação dos próprios erros como parte do aprendizado, essencial para a evolução, envolvendo autoanálise, autoaceitação e compaixão por si mesmo, sendo um passo crucial antes de perdoar o próximo, libertando-se da culpa e do remorso excessivo para se tornar um ser melhor, sem se condenar ou justificar o erro. É um processo de autoconhecimento que transforma o erro em crescimento, aliviando fardos e promovendo a paz interior e a harmonia. 

Conceitos-chave do Autoperdão Espírita
Autoobservação e Consciência: Reconhecer falhas através da introspecção, entendendo que o erro é natural no processo evolutivo.
Aceitação: Aceitar-se como um ser imperfeito e em construção, em vez de se autocondenar, o que leva à paralisia.
Compaixão por Si Mesmo: Estender a mesma misericórdia que se deve ao próximo, sem julgamento severo, buscando a melhoria contínua.
Diferença entre Culpa e Remorso: O remorso é um alerta para o erro; o autoperdão é a cura que transforma o remorso em aprendizado e reparação, evitando a vitimização e o sofrimento.
Libertação: O autoperdão liberta do peso do passado (culpa, vergonha), permitindo focar no presente e construir um futuro melhor.
Facilitador do Perdão ao Outro: Perdoar a si mesmo torna mais fácil perdoar os outros, pois se entende a própria falibilidade e a do próximo. 

Como Praticar
Admitir o Erro: Reconheça a falha sem se afundar na vergonha ou culpa excessiva.

Buscar o Entendimento: Analise o que levou ao erro, compreendendo sua falta de maturidade ou entendimento na época.

Reformar a Atitude: Em vez de repetir o erro, foque em mudar a atitude, buscando a correção e o aprendizado.

Pedir Perdão (se necessário): Se o erro atingiu alguém, peça perdão ao outro, como parte da reparação.

Orar e Confiar: Peça a Deus força para se libertar das mágoas e sentimentos negativos, confiando no amparo divino. 

O autoperdão é um caminho para a paz e o amor, um ato de amar a si mesmo como parte do amor a Deus e ao próximo, fundamental para a jornada de evolução espiritual, segundo os princípios espíritas. 

Habilidade para amar e sermos amados e possibilidade de dar e receber serenidade.” (Hammed)

Então por que não nos perdoamos? A nossa capacidade de perdoar está  relacionada com nossas crenças com foco no negativo, excesso de cobrança ( perfeccionismo), falta de amor-próprio .

Uma das maiores formas de tirania é nosso julgamento sobre nós mesmos, dificultando nossa transformação pessoal, pois não nos achamos merecedores de paz, felicidade e auxílio espiritual, nem dignos de amor, deixando que o medo domine, nos sabotando, pois no fundo não nos perdoamos.

Os perseguidores espirituais atuam para que o indivíduo não se perdoe e assim não peça ajuda a Deus. Ficamos presos numa ideia fixa, impedindo a aproximação dos mentores e acabamos nos tornando nossos próprios obsessores, nos punindo com mais severidade que qualquer juiz nos puniria.

Perdoar a nós mesmos e aos outros é confiar que a Vida  é sempre sábia e que vamos compreender com o tempo. É nos permitirmos sentir o amor de Deus por nós, que está sempre a nossa disposição numa fonte infinita e, que para sentir esse amor, precisamos sair da sintonia da culpa .Quando nos perdoamos começamos a sentir alívio, pois nos libertamos do fardo da culpa, da vergonha e do perfeccionismo.

Sejamos  gentis e carinhosos conosco. Aceitemo-nos com coragem e humildade, cientes de que os erros são parte da vida e podem nos levar a crescer mais rapidamente se soubermos aproveitar a experiência que nos trazem.

A aceitação não nos exime da tarefa de reparar os erros cometidos, afinal, em nosso estágio evolutivo ainda não temos condição de não errar, mas procuremos sempre aprender com os erros e recomeçar. Quem somos nos renova a cada dia.

(…) o amor não julga, condena ou pune; o amor convida à renovação de atitudes (…)” (Alírio de Cerqueira Filho)

Muita luz e muita paz a todos.